Biotecnologia na internet

sexta-feira, 3 de junho de 2011

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03/06/2011
A Sociedade Brasileira de Genética (SBG) lançou o site Saiba mais sobre biotecnologia. Destinado ao público geral, tem conteúdo educativo e gratuito com explicação de aplicações possíveis da manipulação genética.
A iniciativa tem por objetivo demonstrar que a biotecnologia não se detém aos laboratórios de institutos de pesquisa, mas que também está presente no dia a dia das pessoas. Além de promover o estudo da genética, o portal visa à popularização da ciência.

O conteúdo do novo site está dividido em cinco seções: Biotecnologia, Vegetais transgênicos, Animais transgênicos, Terapia gênica e Células-tronco.
Para explicar como a biotecnologia pode ser empregada nas mais variadas situações, tais como investigações criminais, testes de paternidade e clonagem, o site conta com recursos multimídia como vídeos e animações.
O serviço dispõe também de um fórum para a troca de ideias entre os visitantes e uma área que permite ao usuário descrever suas pesquisas, além de propor alterações ou inclusões em outros trabalhos.
Mais informações: sbg.nucleoead.net/moodle

Terceiro Ano Ceas - Respostas do exercício Circulação/ Respiração

quarta-feira, 13 de abril de 2011

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Discursivas

1- A Inalação destroi o epitelio das visa respirtórias,pulmões ficam mais vuneráveis, há aumento na produção demuco. Diversas substâncias são cancerígenas podendo gerar tumores.
2- porque o nariz retém partículas, filtrando o ar, além de aquecer e umidecer o ar.
3-Do sistema nervoso partem nervos que estimulam os musculos intercostais e diafragma,estes se contraem e o ar ésugado. cessando o estímulo, os músculos voltam a posição inicial e o ar é expulso dos pulmões.
4-a)Pois a concentração de O2 dentro dos alvéolos é maior e a difusão do gás se realiza do meio mais concentrado para o menos concentrado.
b)A hemoglobina que realiza transporte de O2, apresenta maoir afinidade com o CO e essa ligação é mais estável.
5- Trata-se de uma veia pulmonar, pois o enunciado afirma que o vaso está transportando sangue para o coração, e o sangue é rico em O2.
6- Glóbulos vermelhos - gases respiratórios
     Glóbulos brancos - defesa
     Plaquetas - coagulação sanguínea
7- a) O Cálcio está envolvido na coagulação sanguínea.
     b) Podem ocasionar AVC, infartos e obstrução de vasos sanguíneos.


Vestibular
1. b    2. e   3. d    4. d   5.d    6.d     7.c     8.e     9.d     10. d     11. d    

Distrações da memória

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13/4/2011
Agência FAPESP – A capacidade de realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo cai à medida que o homem envelhece. Uma nova pesquisa aponta que o motivo pelo qual pessoas mais velhas têm mais dificuldade em alternar tarefas está nas redes neurais.
Lidar com múltiplas tarefas envolve a memória de curta duração, que define a capacidade de manter e manipular uma determinada informação em um período de tempo. Essa memória de trabalho é a base de todas as operações mentais, de decorar um número de telefone a digitá-lo em um aparelho, de manter o ritmo de uma conversa a conduzir funções complexas como raciocinar ou aprender.
“Os resultados do estudo sugerem que o impacto negativo das múltiplas tarefas na memória de trabalho não é necessariamente um problema com a memória, mas deriva de uma interação entre atenção e memória”, disse Adam Gazzaley, professor da Universidade da Califórnia em San Francisco, um dos autores do estudo que será publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
De acordo com o estudo, a dificuldade em realizar mais de uma tarefa em um mesmo período de tempo está no momento de alternar entre uma atividade e outra.
O problema fundamental não são as própria tarefas ou as interrupções, mas as distrações. A pesquisa indica que a capacidade do cérebro em ignorar informações irrelevantes cai com a idade e que isso impacta na memória de trabalho.
O estudo reforça que as “coisas da idade”, como costumam ser chamados episódios comuns de distração e esquecimento, têm um impacto maior em indivíduos mais velhos.
Os pesquisadores compararam a memória funcional de jovens saudáveis (com idade média de 24,5 anos) e de idosos também saudáveis (com média de 69,1 anos) em testes envolvendo diversas tarefas simultâneras.
Por meio de imagens de ressonância magnética, analisaram o fluxo sanguíneo nos cérebros dos participantes de modo a tentar identificar as atividades de circuitos e redes neurais.
Os participantes tinham que observar uma determinada cena e fixá-la por 14,4 segundos. Durante o período, entrava uma interrupção, na forma da imagem de um rosto, e os voluntários tinham que determinar o sexo e a idade estimada da pessoa. Em seguida, tinham que lembrar a cena original.
Os mais velhos mostraram maior dificuldade em fixar a imagem original. Os exames de ressonância mostraram que quando os participantes eram interrompidos, o processo de fixação da memória dava lugar ao próprio processamento da interrupção.
Os mais jovens conseguiam restabelecer a conexão com a rede da memória após a interrupção, desligando-se da imagem que apareceu no meio do teste. Já os mais velhos, na média, tiveram dificuldade tanto para se desligar da interrupção como para restabelecer a rede neural associada com a memória da cena original.
“O impacto das distrações e das interrupções revela a fragilidade da memória de trabalho. Esse é um fato importante a se considerar, uma vez que vivemos em um meio em que cada vez há mais interferências e exigências, como o aumento na quantidade de dispositivos que transportam informação”, disse Gazzaley.

Mordida moderna

segunda-feira, 4 de abril de 2011

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25/3/2011

 






Agência FAPESP – O Tiarajudens eccentricus foi um dos primeiros animais a ter uma boca na qual os dentes de cima se encaixam com os debaixo, possibilitando mastigar vegetais duros. A espécie, que acaba de ser descrita, viveu há cerca de 260 milhões de anos no atual Rio Grande do Sul.
O extinto animal, do tamanho de um cão atual de grande porte, também tinha dentes-de-sabre, com cerca de 12 centímetros de comprimeiro nos adultos.
A descrição do Tiarajudens eccentricus foi feita por Juan Carlos Cisneros, do Centro de Ciências da Natureza da Universidade Federal do Piauí, e colegas do Brasil e da África do Sul na edição desta sexta-feira (25/3) da revista Science. Cisneros, nascido em El Salvador, descobriu o fóssil quando fazia pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
A inusitada boca da espécie agora descrita amplia o conhecimento a respeito da diversidade de um grupo de animais herbívoros conhecidos como anomodontos, parte do grupo dos terapsídeos, répteis mamaliformes que são ancestrais dos mamíferos.
A descoberta do Tiarajudens também oferece a mais antiga evidência de oclusão dentária – em que os dentes de cima e de baixo se encaixam para um mastigar eficiente – em terapsídeos.
A oclusão dentária pode ter ajudado a espécie e outros anomodontos a consumir plantas com muita quantidade de fibras, ajudando na expansão para novos nichos ecológicos.
Mas por que um herbívoro precisaria de dentes-de-sabre? Segundo Cisneros e colegas, o Tiarajudens pode ter usado as presas para lidar com competidores e assustar predadores.

A dor da rejeição

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29/3/2011
Agência FAPESP – A dor da rejeição não é apenas uma figura de expressão ou de linguagem, mas algo tão real como a dor física. Segundo uma nova pesquisa, experiências intensas de rejeição social ativam as mesmas áreas no cérebro que atuam na resposta a experiências sensoriais dolorosas.
“Os resultados dão novo sentido à ideia de que a rejeição social ‘machuca’”, disse Ethan Kross, da Universidade de Michigan, que coordenou a pesquisa.

“A princípio, derramar uma xícara de café quente em você mesmo ou pensar em uma pessoa com quem experimentou recentemente um rompimento inesperado parece que provocam tipos diferentes de dor, mas nosso estudo mostra que são mais semelhantes do que se pensava”, disse Kross.
Estudos anteriores indicaram que as mesmas regiões no cérebro apoiam os sentimentos emocionalmente estressantes que acompanham a experiência tando da dor física como da rejeição social.
A nova pesquisa destaca que há uma interrelação neural entre esses dois tipos de experiências em áreas do cérebro, uma parte em comum que se torna ativa quando uma pessoa experimenta sensações dolorosas, físicas ou não. Kross e colegas identificaram essas regiões: o córtex somatossensorial e a ínsula dorsal posterior.
Participaram do estudo 40 voluntários que haviam passado por um fim inesperado de relacionamento amoroso nos últimos seis meses e que disseram se sentir rejeitados por causa do ocorrido.
Cada participante completou duas tarefas, uma relacionada à sensação de rejeição e outra com respostas à dor física, enquanto tinham seus cérebros examinados por ressonância magnética funcional.
“Verificamos que fortes sensações induzidas de rejeição social ativam as mesmas regiões cerebrais envolvidas com a sensação de dor física, áreas que são raramente ativadas em estudos de neuroimagens de emoções”, disse Kross.

Genoma do câncer de mama

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4/4/2011
 Genoma do câncer de mama
Cientistas sequenciam tumores de 50 mulheres, comparam com os genomas de pessoas saudáveis e identificam mutações que ocorrem apenas nas células cancerígenas 

Agência FAPESP – Em uma das maiores pesquisas genômicas já feitas sobre o câncer, um grupo de cientistas nos Estados Unidos sequenciou os genomas completos de tumores de 50 pacientes com câncer de mama e comparou os resultados com os DNAs de pessoas sem a doença.
A comparação permitiu identificar mutações que ocorrem apenas nas células cancerígenas. A pesquisa revela uma grande complexidade nos genomas dos tumores e poderá auxiliar no desenvolvimento de novas alternativas de tratamentos.

No total, os tumores analisados apresentaram mais de 1,7 mil mutações, das quais a maior parte era única para cada mulher. “Genomas do câncer são extraordinariamente complicados, o que explica nossa dificuldade em prever consequências e encontrar novos tratamentos”, disse Matthew J. Ellis, professor da Escola de Medicina da Universidade de Washington em Saint Louis, um dos líderes da pesquisa.
Os cientistas sequenciaram mais de 10 trilhões de pares de base de DNA, repetindo as operações para cada tumor e para cada amostra dos voluntários sadios por em média 30 vezes para garantir a validade dos resultados.
“Os recursos computacionais utilizados para analisar tamanha quantidade de dados são semelhantes aos produzidos pelo Large Hadron Collider, usado para entender o funcionamento das partículas subatômicas”, disse Ellis.
As amostras de DNA vieram de pacientes que se submeteram a testes clínicos no Grupo de Oncologia do American College of Surgeons, liderado por Ellis. Todas as pacientes no estudo tinham o chamado câncer de mama positivo para receptor de estrógeno, no qual as células tumorais têm receptores que se ligam ao hormônio e ajudam os tumores a crescer.
A pesquisa confirmou que duas mutações são relativamente comuns em mulheres com câncer de mama. Uma deles é a PIK3CA, presente em cerca de 40% dos tumores do tipo que expressam receptores para estrógeno. Outra é a TP53, presente em cerca de 20% dos pacientes.
Ellis e colegas encontraram uma outra mutação, denominada MAP3K1, que controla a morte celular programada e não se encontra ativada em cerca de 10% dos cânceres de mama positivos para receptor de estrógeno.
Os cientistas também encontraram outros 21 genes que mostraram mutações significativas, mas em taxas inferiores e não apareciam em mais do que três pacientes.
Apesar da raridade dessas mutações, Ellis destaca sua importância. “Câncer de mama é tão comum que mesmo mutações que apareçam com frequência de 5% envolverão milhares de mulheres”, destacou.

Por que o cabelo cai com a quimioterapia?

quarta-feira, 23 de março de 2011

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A queda dos cabelos é uma reação do corpo aos efeitos dos medicamentos fortes usados na quimioterapia. Infelizmente apenas uma minoria dos pacientes consegue passar pela quimioterapia sem a queda dos pelos. O que muitas pessoas não sabem é que não só os cabelos caem, mas todos os fios do corpo, inclusive das sobrancelhas e das partes íntimas. Vamos entender o que acontece.
A quimioterapia é um tratamento que utiliza medicamentos para destruir as células doentes que formam um tumor. O princípio dos remédios que são usados na quimioterapia é atacar as células do corpo que se proliferam rapidamente, como as cancerosas. Estes medicamentos se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, no entanto, não é um medicamento seletivo, ou seja, não tem “preferência” por uma célula ou outra, por isso ataca tanto as que estão “doentes” quanto às outras que se proliferam com rapidez.
As drogas quimioterápicas trabalham principalmente prejudicando a mitose celular, efetivamente, e por isso afetam as células de crescimento rápido. Sabemos que nossa pele sofre uma renovação diária (com processos de mitose contínuos) e as células dos cabelos, que são anexos dérmicos, se multiplicam rapidamente – afinal, eles crescem diariamente. Por isso elas também são atacadas pela quimioterapia, o que causa a queda dos pêlos.
A queda de cabelo acontece da mesma maneira para homens e mulheres. Em geral, os fios começam a cair depois de dez a 15 dias depois de o paciente ter recebido a primeira dose de quimioterapia e em média leva apenas 20 dias para que o paciente fique careca. É sempre um consolo para os pacientes pensar que depois do final do tratamento o cabelo volta a crescer normalmente. Mas ao contrário do que algumas pessoas pensam os fios não nascem diferenciados. O paciente continua tendo o mesmo tipo de cabelo.

Essa matéria tirei do site da Biologa Karla Patrícia, é bem bacana

As Picadas Mais Doloridas do Mundo

sábado, 19 de março de 2011

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Navegando pela Net encontrei este post bem bacana. Vale a Pena conferir

5º lugar: A abelha do mel (Honey Bee), esta simpática abelhinha que muitos já devem ter visto por aí. Este animalzinho produz um picada que 'queima' a sua pele.




4º lugar: Red harvester ant essa formiguinha cortadeira, normalmente vermelha, daí o nome. Tem uma dolorosa picada também, chegando a matar alguns predadores que tem alergia a seu 'veneno'.





3º lugar: Paper Wasp (Vespa Papel) elas tem esse nome porque criam ninhos com uma parede fina parecida como papel. Tem uma poderosa picada, mas só atacam se sentirem-se ameaçadas ou se seu ninho for ameaçado. Em alguns casos essa vespinha pode matar causando choque anafilático.



2º lugar: Tarantula Hawk, essa vespa quase do tamanho de uma palma humana, tem a 2ª pior picada do mundo, ser picado por um bicho desses pode proporcionar uma cegueira temporaria e uma sensação inexplicavel de dor, a vantagem é que dura 'só' 3 minutos, depois passa, ah um detalhe interessante sobre essa vespa é que ela se alimenta de algumas pequenas aranhas como a caranguejeira e a tarantula.





1º lugar: Formigas-de-cabo-verde, poderiamos pensar, pelo tamanho da nossa amiga aí de cima que em 1º lugar estaria um bicho do tamanho de um pombo talvez. Não, estamos falando de umas formiguinhas conhecidas como formiga bala (Bullet Ant). Segundo os pesquisadores a picada dessa formiguinha é o equivalente a levar um tiro, de tão dolorida. E a dor ainda pode durar até 24 horas. E o melhor de tudo, essas formiguinhas são encontradas aqui no Brasil, em uma área da Amazônia. Onde alguns índios usam sua picada em um ritual de iniciação para o mundo dos Guerreiros da tribo.

Mecanismo molecular da fecundação

sexta-feira, 18 de março de 2011

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17/3/2011
Agência FAPESP – Um mecanismo molecular que ajuda o espermatozoide humano a detectar e chegar até os óvulos está descrito em dois artigos publicados nesta quinta-feira (17/3) no site da revista Nature.
De acordo com a publicação científica, as pesquisas destacam o papel de um inusitado canal de íons e poderá ajudar no desenvolvimento de novas classes de anticoncepcionais não hormonais.
Os estudos independentes foram conduzidos pelo grupo de Yuriy Kirichok, na Universidade da Califórnia em San Francisco, Estados Unidos, e por Benjamin Kaupp, do Center of Advanced European Studies and Research, e colegas.
Células do cúmulos (que envolvem os óvulos) liberam progesterona, que induz o influxo de íons de Ca2+ (cálcio) nos espermatozoides. A progesterona é um hormônio esteróide produzido, a partir da puberdade, pelo corpo lúteo (que também libera estrógeno) e pela placenta durante a gravidez.
O influxo de íons de Ca2+ leva a um aumento na atividade dos espermatozoides e estimula o movimento da célula reprodutiva masculina em direção ao óvulo.
Os novos estudos ajudam a esclarecer os mecanismos desse processo. Os dois grupos demonstraram que a progesterona ativa um canal de cálcio sensitivo ao pH chamado CatSper, o que causa um rápido influxo de íons de cálcio nos espermatozoides.
Como outros hormônios esteroides, a progesterona atua normalmente por meio de um receptor intracelular, mas as novas pesquisas destacam que, nos espermatozoides, o hormônio feminino pode sinalizar por meio de um mecanismo não genômico.
Se a ativação do CatSper é o único efeito da progesterona na sinalização de Ca2+ é algo que futuras pesquisas poderão esclarecer.

Fogo foi dominado mais tarde

quarta-feira, 16 de março de 2011

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15/3/2011
Agência FAPESP – A capacidade de usar fogo promoveu uma mudança sem precedentes na vida dos humanos, mas chegou muito depois do que se estimava, segundo um novo estudo que será publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Estudos anteriores indicaram que os hominídeos começaram a cozinhar há pelo menos 2 milhões de anos, o que resultou em uma dieta mais saudável, melhores oportunidades para interagir socialmente e, ultimamente, na evolução de maiores cérebros.
Estima-se que os ancestrais do homem moderno tenham inovado no uso do fogo para sobreviver aos rigores do clima europeu, com invernos desconhecidos na África, de onde emigraram.
O novo estudo, de Wil Roebroeks, da Universidade Leiden (Holanda), e Paola Villa, da Universidade do Colorado (Estados Unidos), aponta que o domínio do fogo só foi conseguido entre 300 mil e 400 mil anos atrás.
Os cientistas investigaram as evidências que apoiavam a capacidade de usar o fogo antes desse período em mais de cem locais na Europa e consideraram que não eram conclusivas. Segundo eles, o que se pode afirmar é que em sítios arqueológicos com menos de 400 mil anos foram encontrados artefatos e ossos que demonstram terem sido manipulados próximos a fogueiras.
Artefatos de sítios mais antigos, por outro lado, não indicam evidência de uso de fogo ou apontam tal evidência, mas de fogo atribuído a causas naturais, como a queima de galhos de árvores a partir da ocorrência de raios.
O estudo confirma que os neandertais dominaram o fogo e o usaram não apenas para se alimentar e aquecer, mas também podem tê-lo aplicado na melhoria de ferramentas feitas de pedra. Mas os neandertais passaram muito tempo no continente europeu antes de ter tal domínio.
 

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